O Ranking ABRALEITE das Maiores Empresas e Cooperativas de Laticínios do Brasil chega à 29ª edição em 2025 consolidado como uma das principais referências estatísticas do setor, uma iniciativa e realização da Associação Brasileira dos Produtores de Leite-ABRALEITE, que recebe o apoio CNA, EMBRAPA Gado de Leite, G100, OCB e VIVA LÁCTEOS. Este ano o patrocínio exclusivo é da SEMEX BRASIL.
Cinco empresas que integrariam esse Ranking – Italac, Alvoar Lácteos, Vigor (Lala), Cooperativa Santa Clara e Tirol – foram convidadas, mas não responderam à pesquisa.
Em 2025, 17 empresas e cooperativas participaram do levantamento, somando 11,0 bilhões de litros captados, crescendo 6,5% frente a 2024, quando o volume foi de 10,3 bilhões de litros. Este volume equivalente a cerca de 40% dos 27,4 bilhões de litros de leite, de acordo com o IBGE, formalmente inspecionado no país de 1.965 laticínios (41% em 2024).
O desempenho confirma a retomada do crescimento industrial, ainda que abaixo dos 8,5% registrados pelo total nacional apurado pelo IBGE. As 17 empresas foram responsáveis por 33% do total de leite inspecionado produzido a mais em 2025. As três primeiras empresas – Lactalis Brasil, Grupo Piracanjuba e UNIUM – somaram 59% do total do Ranking em 2025.
O estudo também evidencia mudanças estruturais no campo. O número de produtores vinculados às empresas do Ranking caiu 3,2%, passando de 44.645 para 43.212 fornecedores. Em contrapartida, a produtividade média por propriedade aumentou 12,4%, saltando de 576 para 647 litros/produtor/dia.
Os dados indicam continuidade do processo de profissionalização e ganho de escala nas fazendas, impulsionado por tecnologia, genética, mecanização e melhor gestão zootécnica.
Outro indicador estratégico é a redução da ociosidade industrial. A capacidade não utilizada caiu de 32% em 2014 para 27% em 2024, sinalizando melhor equilíbrio entre oferta de matéria-prima e processamento, com impacto positivo na eficiência operacional.
Para a ABRALEITE, os números confirmam três tendências estruturais: crescimento expressivo na captação de leite, redução do número de produtores e aumento consistente da produtividade nas fazendas.
Importância estratégica das informações
Ao completar quase três décadas de publicações ininterruptas, o Ranking reforça seu papel como instrumento essencial para orientar decisões empresariais, políticas públicas e estratégias de competitividade do setor lácteo brasileiro.
Para Geraldo Borges, presidente da ABRALEITE, além desse trabalho do Ranking ser uma importante fonte de informações do setor, os dados apurados mostram a mudança estrutural no campo:
“Os números evidenciam uma queda na quantidade de fornecedores e um crescimento na produtividade e produção por propriedade produtora. O Ranking ABRALEITE é fundamental porque o Brasil ainda carece de informações consolidadas sobre o setor leiteiro. Juntamente com a pesquisa Top 100 MilkPoint/ABRALEITE Maiores Produtores de Leite do Brasil (realizada pela MilkPoint e pela ABRALEITE), ampliamos a base de dados necessária para o avanço do setor e do agro nacional.”
Já Roberto Jank, vice-presidente da ABRALEITE, destaca o alcance do levantamento:
“Comemorando 29 anos, o Ranking da ABRALEITE expressa um aumento de produção recorde no setor, decorrente dos investimentos realizados no segmento primário nos últimos 3 anos. Essa lista representa o “drive” da produção Brasileira de leite e nosso objetivo reside em aprimorar a radiografia do setor, especialmente no terço superior da cadeia, que antecipa como será o leite futuro do Brasil”.


