ABRALEITE reúne com novo governo e cobra novamente solução para importações de leite danosas e redução do “custo Brasil” para viabilizar exportações

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ABRALEITE reúne com novo governo e cobra novamente solução para importações de leite danosas e redução do “custo Brasil” para viabilizar exportações

A ABRALEITE juntamente com deputado eleito senador, Luis Carlos Heinz e associações de produtores de arroz, trigo, alho, maça e vinho, debateram assimetrias do Mercosul com equipe de transição de Bolsonaro neste dia 18/12 no CCBB.

A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina e os economistas e futuros secretários de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, o diplomata Marcos Troyjo e o da Receita Federal, o ex deputado Marcos Cintra,
escutaram demandas urgentes do leite, arroz, alho, maçã, trigo, uva e vinho em relação às assimetrias do Mercosul.

A ação com características de audiência, foi organizada pelo deputado federal e senador eleito Luis Carlos Heinze (PP/RS), nesta terça-feira, 18 de dezembro, ocasião que foram debatidas mudanças na participação do país no bloco econômico.

Na ocasião, o presidente da ABRALEITE, Geraldo Borges e os presidentes das outras associações representantes das outras atividades rurais apresentaram os alarmantes dados dessas atividades rurais e as condições desiguais de comércio com os países membros do Mercosul, dentre elas as diferenças tributárias, fiscais, cambiais e ambientais que envolvem o comércio.

O secretário da Receita Federal indicado, Marcos Cintra, disse que o governo trabalhará em uma reforma tributária, mas alertou que este é um processo demorado.

“Vamos nos empenhar ao máximo, discutir com a sociedade e apresentaremos uma reforma tributária profunda. Em janeiro, porém, apresentaremos as primeiras medidas para os primeiros 30 dias de governo. Ações que possam ser feitas de imediato. Levaremos ao futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, e para a equipe. Precisamos agir rapidamente, pois estes setores estão perecendo”, afirmou Cintra.

A futura ministra da agricultura destacou que o governo trabalhará firme para eliminar as injustiças do Mercosul. “Uma coisa positiva que tenho visto neste novo governo é a interlocução entre os diferentes setores. Por isso é importante apresentar todos os problemas que as cadeias do leite, arroz, alho, maçã, trigo, uva e vinho tem enfrentado. Então, precisamos sim, rever o Mercosul, pois ele, hoje, é danoso para o agronegócio brasileiro”, pontuou.

Especificamente sobre o leite, uma das maiores preocupações expostas pelo presidente da ABRALEITE, Geraldo Borges, entidade representante dos produtores de leite de todo o País, foram as livres importações de leite da Argentina e do Uruguai, sem respeitar os períodos produtivos da cadeia, de forma desregrada com entradas em momentos inoportunos de forma predatória. Sugeriu uma intervenção no Tratado do Mercosul, com a criação de limites com a criação de cotas para importação de leite. Também falou da necessidade de se criar ambiente favorável às exportações de lácteos, principalmente com a redução do famigerado “custo Brasil” para que o produto brasileiro, sobretudo o leite em pó, principal commodity do mercado lácteo, tenha preços competitivos no mercado internacional.

O presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul-Sindilat, Alexandre Guerra, que representou a indústrias laticínios do Rio Grande do Sul na reunião (estado do deputado Heinze), fez colocações semelhantes às do presidente da ABRALEITE sobre estas importações predatórias de leite em pó.

Tereza Cristina concordou com o pleito da ABRALEITE, disse ja ter tratado deste assunto por algumas vezes com o presidente da ABRALEITE e garantiu mais uma vez que não medirá esforços para equilibrar a concorrência com os países vizinhos. “Conversei com o ministro da agricultura da Argentina que ficou muito preocupado com o problema do leite. Eu fui muito clara: vamos usar o que nós pudermos aqui para equilibrar essa situação. Nós não podemos deixar essa enxurrada de leite, muitas vezes de má qualidade, que entra no momento menos propício, que é o da nossa safra. O leite no Brasil não é só econômico, ele é social”, enfatizou a futura ministra.

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